Combate à combustão no Pejão já custou um milhão e meio de euros

Os trabalhos para eliminar o fogo no subsolo na zona das antigas minas do Pejão, em Castelo de Paiva, já “consumiram” cerca de 1,5 milhões de euros. A combustão, que decorreu dos incêndios de outubro de 2017, continua a ser motivo de preocupação e os trabalhos para eliminar os focos existentes têm vindo a envolver cada vez mais meios, estando prevista a sua extinção para o próximo mês de abril.

Recorde-se que, recentemente, o deputado do Bloco de Esquerda eleito por Aveiro, Moisés Ferreira, após duas visitas ao local, acusou a empresa responsável pelas operações, a Câmara de Castelo de Paiva e as entidades ligadas à saúde de não informarem a população sobre a evolução dos trabalhos e sobre os perigos para a saúde da libertação de gases para atmosfera.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Castelo de Paiva, em declarações à Rádio Montemuro, rejeita as acusações feitas pelo parlamentar mas não esconde a preocupação com o problema. Gonçalo Rocha, assegura que todas as medidas e ações necessárias estão a ser acauteladas e reconhece que não tem sido um processo de fácil resolução. O presidente da Câmara de Castelo de Paiva defende a tomada de “medidas preventivas, atendendo a que se trata de uma zona carbonífera, para que a situação não se venha a repetir” sublinha. Neste momento, “é necessário confiar nos técnicos porque são eles os especialistas capazes de eliminar o problema” conclui.

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