Conselho de Ministros analisa recomendações da DGS para Estado de Emergência

Começou ontem, a partir da meia noite, o estado de emergência declarado pelo Presidente da República, porém, as medidas mais concretas e restritivas apenas serão aprovadas durante o dia de hoje, após reunião do conselho de ministros.

Apesar de possível perante a condição de estado de emergência, não será, para já, decretada a condição de recolher obrigatório, impedindo assim o congelamento total do país.

O primeiro-ministro António Costa pediu a ajuda da Direção Geral de Saúde (DGS), que apresentou uma lista com várias propostas de medidas a aplicar durante o estado de emergência, que poderá ler abaixo:

  • Garantir visitas ao domicílio, das instituições sociais e de solidariedade, a pessoas mais idosas, e, também, acessos prioritários em horas específicas a supermercados e farmácias;

 

  • Manter apenas estabelecimentos de comércio essenciais abertos, como farmácias, supermercados e postos de combustível. Todos os restantes estabelecimentos não essenciais terão de ser encerrados, com exceção de alguns tipos de estabelecimentos específicos, fora dos mencionados acima, que serão ainda revelados pelo governo;

 

  • Fechar centros comerciais, lojas, restaurantes, bares, cafés, museus, cinemas, teatros, e todos os centros de atividade cultural;

 

  • Definição de regras para saídas à rua, que terão de ser só com motivos específicos e garantia de não estar infetado. Exemplo: passear o cão, mas nunca levando crianças;

 

  • Proibição das corridas e idas à praia;

 

  • Não receber amigos em casa para jantar ou festas;

 

  • Uma maior restrição na lotação dos transportes públicos;

 

  • Impor teletrabalho, quando a função a desempenhar for possível através desse meio;

 

  • Reduzir ao máximo os serviços públicos;

 

Estas são medidas que poderão ser acrescentadas às medidas-base do estado de emergência, como a suspensão de greve, ou o controlo de fronteiras, que já se encontrava em aplicação.