Procurar
Close this search box.

87.8 e 88.5


















FM

Unidade de Hospitalização Domiciliária do CHTS já tratou 250 doentes

 

Em pouco mais de um ano, a Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) já tratou de 248 doentes, tendo efetuado 58445 Km e 3243 visitas a doentes, das quais 1667 foram conjuntas, médico e enfermeiro, e 1576 realizadas só por enfermeiro.

De recordar que o primeiro doente admitido data de 5 de abril de 2019, pelo que em comunicado, o CHTS, salienta que este “primeiro ano de funcionamento da UHD foi um ano de adaptação para a comunidade, alguns receios causados pelo desconhecimento do modelo de funcionamento, e para a equipa que teria que manter a qualidade de cuidados ao doente com o mesmo nível de eficiência e qualidade dos cuidados prestados em ambiente hospitalar. Só no primeiro ano de funcionamento foram tratados 188 doentes”.

Sobre as vantagens deste modelo, Lindora Pires, médica e coordenadora da UHD, diz: “considerando que muita da população idosa, em internamento hospitalar, está mais sujeita a um agravamento das comorbilidades e a infeções nosocomiais, poder oferecer aos doentes e à família a diminuição destes riscos, com o tratamento adequado da sua patologia de base, acompanhado das pessoas de quem mais gostam e no conforto das suas casa, é, no meu entender, uma mais valia imensurável da Hospitalização domiciliária”.

Devido à pandemia Covid-19, o serviço precisou de ser reorganizado, pelo que a UHD aumentou a lotação para sete utentes (até ao momento tinha lotação de cinco camas), aumentando também o número de doentes tratados /227%) nos meses de abril, maio e junho, face ao ano passado.

Lídia Rodrigues, enfermeira-chefe da UHD, afirma que “a Hospitalização Domiciliária se constitui como a oportunidade de cuidar a pessoa doente, inserida no seu ambiente, tendo em conta não só as necessidades em cuidados como também as potencialidades do doente e do familiar cuidador, tornando-os parceiros nos cuidados, promovendo, assim, a melhoria da qualidade de vida, menor abandono do regime terapêutico no pós-alta e menor sobrecarga física e emocional para o cuidador”.

 

Já Carlos Alberto, presidente do Conselho de Administração, entusiasta confesso desta solução desde a primeira hora, e consciente do enorme potencial ainda por explorar, espera “ver concretizado em breve o anseio expresso desde sempre de expandir este serviço ao Hospital São Gonçalo, em Amarante, sendo que esta solução tem tido dificuldades na constituição de equipa por falta de recursos que se espera resolver nos próximos tempos”.

O presidente do Conselho de Administração salienta ainda a grande ajuda dada pela Irmandade dos Clérigos com a oferta de duas carrinhas para o efeito.

O índice de satisfação dos doentes e familiares, que corresponde a 100% dos utilizadores do serviço, tem uma taxa de 84% de “muito satisfeitos”.

“Foi a melhor coisa que me poderia acontecer”, “Tenho muito a agradecer, poder ter a minha mãe junto da família, na sua casa, no seu final de vida”, “Só fico internado se me mandarem para casa”, “Quando precisar quero que sejam vocês a virem cá a casa”, são algumas das frases deixadas, por utentes e familiares, à equipa da UHD.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A UHD registou dois óbitos, ambos espectáveis por se tratarem de doentes com situações clínicas terminais, cuja família, quando colocada a hipótese de retorno ao internamento hospitalar, manifestou a vontade de manter o familiar em casa, permitindo que estivessem todos juntos nesta fase.

A equipa da UHD é constituída por 6 enfermeiros e 3 médicos e conta com a colaboração dos Serviços Farmacêuticos, Nutrição e Serviço Social.