Unidade de Saúde de Moimenta em Cinfães vai encerrar a partir do dia 31 de março

Em nota enviada à nossa redação o município de Cinfães dá nota do descontentamento do encerramento da unidade de saúde de Moimenta, que publicamos na integra:

O Município de Cinfães foi, surpreendido com a colocação de um aviso que comunica o encerramento da Unidade de Saúde de Moimenta a partir do dia 31 de março. Na sequência desta situação e considerando as várias preocupações atuais, partilhadas pelos autarcas de freguesia e, sobretudo, pelos utentes de Cinfães, que tão prejudicados têm sido, na prestação dos cuidados de saúde, ainda por cima uma população envelhecida e, por consequência, mais carenciada desses cuidados, o presidente da Câmara Municipal, Armando Mourisco, remeteu ao presidente do Conselho de Administração da ULS do Tâmega e Sousa, Dr. José Luís Gaspar, um pedido de esclarecimentos, exigindo respostas urgentes às seguintes necessidades:
– Atualmente temos muitos utentes com falta de Médico de Família – em Souselo, Unidade de Saúde com cerca de 5.000 utentes, apenas temos 1 Médico de Família, as outras duas clinicas estão ausentes;- Na Unidade de Saúde de Oliveira do Douro- até então sem Médico de Família, agora apenas com Médico às 2ª feiras todo o dia e 4ª feiras de manhã, e, repare-se, a atender apenas os doentes crônicos (diabetes e hipertensos), utentes esses com agendamento desde agosto do ano passado;- A criação das duas USF anunciadas, a USF Serpa Pinto, em Cinfães e a USF Douro Verde, em Souselo, encontram-se “congeladas”, à espera de vistorias. O atraso provoca a desilusão dos Médicos de Família e a vontade de sair deste concelho (apesar dos apoios que o município dá de 600 euros mês, acrescidos de outros benefícios).- Fomos confrontados, sem auscultação, sem um simples telefonema ou um email, com um comunicado – frio e seco – que informa do encerramento da Unidade de Saúde de Moimenta.- Preocupação acrescida – foi, pelo último presidente do CA, Dr. Henrique Capelas, assinado acordo de contratualização na área da fisioterapia com a Santa Casa da Misericórdia de Cinfães, mas sem efeito à data, visto a falta de uma autorização final da ACSS, que mantém religiosamente os documentos sem despacho.