Face ao término, no passado dia 7 de janeiro, do prazo legal de 18 meses para conclusão da entrega da obra, da nova Escola de Música e Artes da Artâmega, após o término do prazo legal de 18 meses para a conclusão da mesma, o Município do Marco de Canaveses determinou a cessação imediata, exigindo a entrega formal da obra por parte do empreiteiro.
Até à data, apenas 44% da empreitada, que foi objeto de concurso público, se encontra executada, acrescendo “um conjunto de situações ocorridas durante a obra resultaram em atrasos e prejuízos significativos, tanto para o projeto como para as infraestruturas envolventes”, refere a Câmara Municipal.
“A ausência de uma adaptação inicial do plano de obra, por exemplo, causou danos graves no Estádio Municipal, o que obrigou a Câmara a uma despesa acrescida no aluguer de contentores para assegurar a continuidade da atividade da Associação Desportiva Marco 09, além dos transtornos causados à atividade do clube e aos estabelecimentos comerciais que aí funcionam”, refere a autarquia, dando também nota, que o “empreiteiro, ao longo da obra ter revelado de forma sistemática uma atitude não colaborativa, dificultando os trabalhos da empresa de fiscalização contratada pela Câmara Municipal e dos autores do projeto, causando constrangimentos na gestão de obra”, pode ler-se no comunicado enviado à redação da Rádio Montemuro.
Segundo a autarquia, foram várias as ocasiões, em que foi solicitado um plano de recuperação da empreitada, que permitisse a retoma dos prazos ou a sua gestão, tendo sido apresentado um pedido de prorrogação de 235 dias, pedido esse, que foi negado pela Câmara Municipal, por não “perspetivar que o mesmo seja suficiente para concluir os restantes 56% da empreitada e porque não fundamentou cabalmente o mesmo”.
Foto: Município do Marco de Canaveses




