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BAIÃO: Comando Sub-Regional da Proteção Civil para o Tâmega e Sousa será inaugurado em setembro

  Com o intuito de continuar a implementação do Comando Sub-Regional da Proteção Civil para a região do Tâmega e Sousa, que  terá como sede a Casa de Chavães, em Baião, decorreu no passado dia 27 de julho, uma reunião de trabalho. O Presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Duarte Costa, Carlos Alves, Comandante Regional da mesma entidade, o Segundo Comandante Regional, Armando Silva, e o Comandante Distrital, Albano Teixeira, Susana Silva, Diretora Nacional de Bombeiros e Lurdes Cordeiro, técnica especialista e adjunta do Presidente reuniram com o Presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, o Vice-Presidente e responsável pelo pelouro da Proteção Civil, Filipe Fonseca, o Coordenador Municipal de Proteção Civil, José Manuel Ribeiro e João Barbosa, Chefe de Divisão do Planeamento e Gestão Urbanística. Segundo comunicado da autarquia baionense “na reunião de trabalho, realizada na nova extensão dos Serviços Municipais, foram analisadas as necessidades operacionais e técnicas relativas à instalação desta estrutura, uma vez que, no imediato, serão apenas realizadas intervenções pontuais, pois está previsto que a instalação de todas as valências seja feita de forma gradual. Numa primeira fase será instalada a Sala de Operações”. Este centro de comando será operado por técnicos especializados que farão despacho de meios de socorro para os 11 concelhos do Tâmega e Sousa e está previsto que comece a funcionar no início do mês de setembro. Recorde-se que os comandos sub-regionais vão substituir os atuais comandos distritais de operações de socorro (CDOS), uma alteração que se concretiza no âmbito da Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que entrou em vigor em abril de 2019 e traduz-se na implementação de um comando sub-regional no território de cada umas das 23 Comunidades Intermunicipais (CIM), sendo de realçar o facto de na do Tâmega e Sousa, esta estrutura ficar localizada em Baião. No final da reunião, a comitiva dirigiu-se à Casa de Chavães, imóvel que irá acolher esta estrutura e, segundo o Presidente da ANEPC, Duarte Costa, “possui as condições necessárias para o efeito e um grande potencial de expansão, uma vez que o propósito desta Autoridade é que não seja meramente uma sala de operações, mas que tenha diversas valências da área operacional da Proteção Civil”. O Presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, manifestou-se “satisfeito por Baião ter sido escolhido para receber esta importante estrutura. Desde que soubemos que havia esta possibilidade, disponibilizamo-nos para encontrar as condições necessárias para a instalação do Posto de Comando no nosso território, em linha do que foi feito relativamente às brigadas de Sapadores Florestais, que estão sedeadas na antiga escola do Gôve”. “Para além de permitir centralizar a resposta nesta área, vai implicar a permanência de pessoas a trabalhar a partir daqui o que também é extremamente relevante para a nossa realidade”, acrescentou o autarca. O Vice-Presidente e responsável pelo Pelouro da Proteção Civil, Filipe Fonseca, fez de cicerone na visita à Casa de Chavães e afirmou que “depois de demonstrarmos à ANEPC a nossa disponibilidade para implantarmos esta estrutura em Baião, os responsáveis nacionais entenderam que esta localização seria a mais adequada, pela facilidade de a partir daqui nos ligarmos com os municípios que estão na zona norte da região, mas também com os que estão do outro lado do rio Douro. Nesse sentido, este centro vai implicar uma abordagem mais efetiva da Proteção Civil para o concelho e para a região e esse facto é algo que é extremamente positivo para Baião”.  

Exercício da Zona de Concentração e Apoio à População decorre amanhã nos Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses

Os Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses vão ser palco amanhã, de um Exercício da Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP), organizado pelo Comando Distrital de Operações e Socorro do Porto, com a parceria do Serviço Municipal de Proteção Civil do Marco de Canaveses (SMPCMC). “Testar a organização de resposta, por parte dos agentes de proteção civil e entidades de apoio, aquando da ocorrência de situações de emergência, designadamente desastres graves, catástrofes ou outras de caráter excecional, e que exijam a deslocação dos cidadãos das suas residências”, é o objetivo desta ação, que prevê a instalação e montagem de uma ZCAP, da responsabilidade do Município, para proporcionar aos cidadãos e às famílias um local seguro para permanecerem antes, durante e após as situações de uma emergência e, igualmente, assegurar a alimentação e o apoio psicológico. “O exercício simula uma situação complexa, cujo desenvolvimento exige diferentes momentos de intervenção nas operações de proteção e socorro e na gestão da emergência. Pretende pôr à prova não apenas as nossas capacidades de socorro, mas também as capacidades de todos os agentes de Proteção Civil do Concelho, bem  como todos os parceiros envolvidos, na organização e coordenação, em casos de catástrofes com muitas implicações, que envolvam pessoas e bens , tais como num caso de incêndio rural que possa implicar a retirada das populações das suas habitações,  por precaução, em face do potencial perigo expectável de uma aldeia, por exemplo”, salienta a Presidente do Município do Marco de Canaveses, responsável pelo Pelouro da Proteção Civil na Autarquia, Cristina Vieira. Conduzido em formato de LiveX, ou seja, com ações reais no terreno, é dinamizado numa lógica de trabalho regular, essencial para a qualificação de todos os agentes do território. “É uma simulação que pode um dia vir a ser uma realidade. Há probabilidade de acontecer um acidente e, nesse caso, a resposta será real. É esta possibilidade que vamos treinar neste teste de âmbito municipal e distrital. A realização deste tipo de exercícios é uma vertente fundamental da atividade de proteção civil que permite afinar os procedimentos, compreender se os meios disponíveis são adequados e entender como responde todo o aparelho municipal a uma situação deste tipo”, afirma a edil marcuense. Para o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil do Marco de Canaveses, Bruno Monteiro, “a experiência adquirida durante os exercícios é a melhor maneira de preparar as equipas para responder de forma pronta e eficaz a um desastre grave ou catástrofe, sempre que se verifique deslocação de pessoas. Os exercícios devem ser projetados para envolver os membros das várias equipas responsáveis e fazê- los trabalhar em conjunto para garantir a resposta a uma ocorrência”, salienta Bruno Monteiro. O Coordenador refere ainda que “os exercícios aprofundam o conhecimento dos Planos de Emergência, permitem que os técnicos e diversos responsáveis testem os meios e recursos, de forma a sermos mais capazes de responder à população, que é a nossa grande missão”. O evento é da responsabilidade do Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto e conta com a coorganização do Serviço Municipal de Proteção Civil, envolvendo todos os elementos da Comissão Municipal de Proteção Civil do Marco de Canaveses, que assumem responsabilidades na área.