Comando Sub-Regional da Proteção Civil

Baião: Aprovado o Plano Operacional Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios 2023

Foi aprovado, em reunião ordinária, no passado dia 27 de abril, o Plano Operacional Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios 2023, pela Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais de Baião (CMGRIF). Aquando a reunião foi também apresentada a candidatura, promovida pela CIM do Tâmega e Sousa, ao Programa “Condomínios de Aldeia”, financiado pelo PRR, além dos pontos de situação sobre as ações desenvolvidas e a desenvolver no âmbito da prevenção e combate aos incêndios rurais, que incidirá sobre 14 aglomerados populacionais de 4 dos municípios da CIM-TS, sendo que, em Baião, serão intervencionadas as envolventes a 3 aglomerados. Este Programa tem como objetivo “a alteração da ocupação do solo na envolvente a aglomerados muito suscetíveis a grandes incêndios rurais, trocando a ocupação florestal de elevada perigosidade para ocupações mais resilientes à passagem do fogo, designadamente ocupações agrícolas (ex: pomares, etc.) ou pastagens melhoradas que promovam o pastoreio. Desta forma pretende-se aumentar a proteção passiva dos aglomerados, do património edificado e das pessoas. A CMGIFR de Baião, deliberou, por unanimidade, dar parecer favorável à candidatura”. O vice-presidente da Câmara Municipal e vereador responsável pela Proteção Civil, Filipe Fonseca, sublinhou a importância da “defesa do nosso património natural, um dos maiores ativos do concelho, e a garantia da segurança e bem-estar das nossas populações, na primeira linha das nossas preocupações”, destacando o “excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelas forças envolvidas”, frisou. O Plano Operacional Municipal (POM) de Defesa da Floresta Contra Incêndios é um documento que define os locais estratégicos de estacionamento, os setores de atuação, os horários e a composição das equipas responsáveis pela vigilância e deteção, primeira intervenção, combate, rescaldo e vigilância pós-incêndio. Dar nota que até ao passado dia 15 de abril, foram realizadas pelas diversas Entidades com responsabilidade na gestão de combustíveis no âmbito do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMB, REN, E-Redes, IP, ICNF) um total de 266,2 hectares. Foi ainda apresentado o ponto de situação dos trabalhos de elaboração do Plano Sub-regional de Ação, no âmbito do Plano Sub-Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Tâmega e Sousa, o instrumento de planeamento que, a nível sub-regional, definirá as medidas e ações a implementar até 2030, no domínio da gestão de fogo rural e da proteção de pessoas e património edificado contra os incêndios rurais.

BAIÃO: Comando Sub-Regional da Proteção Civil para o Tâmega e Sousa será inaugurado em setembro

  Com o intuito de continuar a implementação do Comando Sub-Regional da Proteção Civil para a região do Tâmega e Sousa, que  terá como sede a Casa de Chavães, em Baião, decorreu no passado dia 27 de julho, uma reunião de trabalho. O Presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Duarte Costa, Carlos Alves, Comandante Regional da mesma entidade, o Segundo Comandante Regional, Armando Silva, e o Comandante Distrital, Albano Teixeira, Susana Silva, Diretora Nacional de Bombeiros e Lurdes Cordeiro, técnica especialista e adjunta do Presidente reuniram com o Presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, o Vice-Presidente e responsável pelo pelouro da Proteção Civil, Filipe Fonseca, o Coordenador Municipal de Proteção Civil, José Manuel Ribeiro e João Barbosa, Chefe de Divisão do Planeamento e Gestão Urbanística. Segundo comunicado da autarquia baionense “na reunião de trabalho, realizada na nova extensão dos Serviços Municipais, foram analisadas as necessidades operacionais e técnicas relativas à instalação desta estrutura, uma vez que, no imediato, serão apenas realizadas intervenções pontuais, pois está previsto que a instalação de todas as valências seja feita de forma gradual. Numa primeira fase será instalada a Sala de Operações”. Este centro de comando será operado por técnicos especializados que farão despacho de meios de socorro para os 11 concelhos do Tâmega e Sousa e está previsto que comece a funcionar no início do mês de setembro. Recorde-se que os comandos sub-regionais vão substituir os atuais comandos distritais de operações de socorro (CDOS), uma alteração que se concretiza no âmbito da Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que entrou em vigor em abril de 2019 e traduz-se na implementação de um comando sub-regional no território de cada umas das 23 Comunidades Intermunicipais (CIM), sendo de realçar o facto de na do Tâmega e Sousa, esta estrutura ficar localizada em Baião. No final da reunião, a comitiva dirigiu-se à Casa de Chavães, imóvel que irá acolher esta estrutura e, segundo o Presidente da ANEPC, Duarte Costa, “possui as condições necessárias para o efeito e um grande potencial de expansão, uma vez que o propósito desta Autoridade é que não seja meramente uma sala de operações, mas que tenha diversas valências da área operacional da Proteção Civil”. O Presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, manifestou-se “satisfeito por Baião ter sido escolhido para receber esta importante estrutura. Desde que soubemos que havia esta possibilidade, disponibilizamo-nos para encontrar as condições necessárias para a instalação do Posto de Comando no nosso território, em linha do que foi feito relativamente às brigadas de Sapadores Florestais, que estão sedeadas na antiga escola do Gôve”. “Para além de permitir centralizar a resposta nesta área, vai implicar a permanência de pessoas a trabalhar a partir daqui o que também é extremamente relevante para a nossa realidade”, acrescentou o autarca. O Vice-Presidente e responsável pelo Pelouro da Proteção Civil, Filipe Fonseca, fez de cicerone na visita à Casa de Chavães e afirmou que “depois de demonstrarmos à ANEPC a nossa disponibilidade para implantarmos esta estrutura em Baião, os responsáveis nacionais entenderam que esta localização seria a mais adequada, pela facilidade de a partir daqui nos ligarmos com os municípios que estão na zona norte da região, mas também com os que estão do outro lado do rio Douro. Nesse sentido, este centro vai implicar uma abordagem mais efetiva da Proteção Civil para o concelho e para a região e esse facto é algo que é extremamente positivo para Baião”.