Federação Nacional dos Médicos

Sindicatos dos médicos denuncia falta de clínicos na urgência do CHTS. FNAM fala em “graves irregularidades” na Cirurgia Geral

Segundo comunicado da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), o Concelho de Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), assim como o Ministério da Saúde sabiam do elevado número de médicos, que exerceram o “o seu legítimo direito de pedir escusa ao trabalho suplementar além do limite anual de 150 horas já realizadas em 2023″. A FNAM aleta para o facto da necessária reorganização das equipas de urgência, do serviço de Cirurgia Geral, face ao possível encerramento da urgência externa em alguns dias do mês, sendo que “a DC optou pelo não encerramento dos serviços, impondo equipas de urgência cirúrgicas claramente deficitárias que colocam em causa a segurança dos utentes e dos médicos”. A título de exemplo, em Penafiel, no CHTS, no dia de ontem, era esperado uma equipa habitual de quatro médicos, pelo que estiveram apenas dois, um cirurgião e um interno. Segundo a FNAM, no próximo sábado, dia 7, está previsto durante o dia um especialista de Cirurgia Geral e um interno da especialidade de Ortopedia.  “Não sendo surpreendente a total falta de respeito pelos médicos, que é aliás uma marca d’água de Manuel Pizarro, deste Governo e dos vários agentes que, muitas vezes ao arrepio dos mais elementares princípios da ética, o sustentam, é absolutamente chocante o desrespeito que os CA e DC demonstram pela segurança dos doentes”. A FNAM está em total sintonia e solidariedade com os médicos do CHTS e do CHBV, particularmente os dos serviços de Cirurgia Geral, neste momento tão grave, e reafirma todo o apoio nas ações a desenvolver. Não deixaremos de pugnar pela reposição da legalidade nas entidades competentes, e responsabilizar quem de direito nas instâncias adequadas, caso alguma tragédia indesejável aconteça”, conclui a Federação. Em causa, os médicos que recusaram cumprir, um pouco por todo o país, a partir deste mês, as mais de 150 horas extraordinárias anuais, que são obrigatórias.