Lousada

CHTS vai receber 9 camas de cuidados intensivos

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) vai contar com mais 9 camas de cuidados intensivos, num total de 230 na região Norte do país. que resultam da “reorganização” de serviços, adaptação de espaços e que provam o “esforço” do Serviço Nacional de Saúde para “dar respostas”, assegurou a Ministra da Saúde. Em Vila Verde, onde participou na cerimónia de assinatura de acordos com 10 Santas Casa da Misericórdia, presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, Marta Temido quis “dar nota clara sobre o esforço” do SNS “em cada um dos seus núcleos, em cada uma das suas instituições, de ampliar as suas respostas”. Este esforço concretiza-se na abertura de mais camas de Medicina Intensiva: “O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa terá disponíveis mais nove camas de cuidados intensivos, fruto de uma reorganização que fez, saliento que o Centro Hospitalar de Entre o Douro e o Vouga tem a decorrer uma adaptação de um antigo refeitório, que estará pronta esta quarta-feira e que terá mais uma unidade de cuidados intensivos, e Vila nova de Gaia Espinho terá mais 28 camas de cuidados intensivos até ao final deste mês”, explicou. A governante deu ainda conta de cerca de mais de 200 camas que vão estar disponíveis em Lousada e na Póvoa de Lanhoso, sendo que neste concelho estarão 40 já disponíveis “esta semana”.  Marta Temido sublinhou que  “estes são exemplos do que é o esforço de adaptação contínua para responder às necessidades dos portugueses”.

Estado de Emergência: vai poder ir ao supermercado durante o recolher obrigatório

O Governo publicou ontem, o decreto-lei que regulamenta o estado de emergência, que já se encontra em vigor até 23 de novembro. Referir que os cidadãos dos 121 concelhos “considerados de risco” poderão sair de casa nas seguintes exceções: deslocações a mercearias e supermercados e outros estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, para pessoas e animais; deslocações para assistência de pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes deslocações para desempenho de funções profissionais ou equiparadas, conforme atestado por declaração da entidade patronal ou do próprio, em caso de trabalhador independente (que já tinha sido divulgado); deslocações no exercício das respetivas funções ou por causa delas, sem necessidade de declaração emitida pela entidade empregadora ou equiparada; deslocações por motivos de saúde, designadamente para aquisição de produtos em farmácias ou obtenção de cuidados de saúde e transporte de pessoas a quem devam ser administrados tais cuidados; deslocações para acolhimento de emergência de vítimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar; deslocações por outras razões familiares imperativas, designadamente o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente; deslocações de médicos-veterinários, de detentores de animais para assistência médico-veterinária urgente, de cuidadores de colónias reconhecidas pelos municípios, de voluntários de associações zoófilas com animais a cargo que necessitem de se deslocar aos abrigos de animais e de equipas de resgate de animais para assistência urgente; deslocações necessárias ao exercício da liberdade de imprensa; deslocações pedonais de curta duração, para efeitos de fruição de momentos ao ar livre, desacompanhadas ou na companhia de membros do mesmo agregado familiar que coabitem; deslocações pedonais de curta duração para efeitos de passeio dos animais de companhia; por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que se demonstre serem inadiáveis e sejam devidamente justificados. Recordar que os municípios da Região do Tâmega e Sousa (Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira e Penafiel) fazem parte da lista dos concelhos mais atingidos pela Covid-19. Apenas o município de Resende não integra esta lista.

PSD do Tâmega e Sousa exige investimento no CHTS

  Oito concelhias social-democratas do Tâmega e Sousa, Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel, e ainda em conjunto com a distrital do PSD Porto, exigiram este sábado ao Governo um “forte investimento” no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), face à situação de “caos e desespero”.  “Exige-se que, no âmbito dos fundos europeus que chegarão ao nosso país nos próximos meses, o senhor primeiro-ministro assegure que será realizado um forte investimento na ampliação e reorganização do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, adequando a capacidade de resposta desta infraestrutura às necessidades da região”, afirmam as estruturas do PSD, em comunicado, onde acrescentam que “a recente solução de esvaziamento das urgências através da transferência de doentes para outras unidades hospitalares das regiões Norte e Centro apenas mascara temporariamente a situação de caos e desespero que se tem vivido nas últimas semanas e meses”.  

Rota do Românico reaviva tradição do Pão-por-Deus

A Rota do Românico com o intuito de “reavivar uma velha tradição nacional, o Pão-por-Deus” vai organizar este sábado, 31 de outubro, a atividade lúdico-pedagógica “O meu saco de Pão-por-Deus” que  terá lugar, de manhã, no Centro de Interpretação da Escultura Românica, em Abragão, Penafiel, e, de tarde, no Centro de Interpretação do Românico, em Lousada. Segundo a organização “O Pão-por-Deus, que terá raízes num ritual pagão do século XV, ganhou expressão após o trágico terramoto de 1 de novembro de 1755. No ano seguinte, nesse mesmo dia, a população mais pobre de Lisboa saiu à rua, batendo à porta dos mais afortunados, para pedir pão para enganar a fome. Esta tradição foi-se mantendo ao longo dos tempos, sobretudo nas áreas mais rurais, assumindo as crianças, entretanto, o protagonismo principal, e substituindo-se, progressivamente, o pão por outras ofertas (bolinhos, romãs, frutos secos, doces, guloseimas, dinheiro…), sem nunca esquecer a cantilena do peditório: Bolinhos e bolinhos / Para mim e para vós. / Para dar aos finados / Que estão mortos, enterrados”. Dirigida ao público infantojuvenil, as inscrições para as duas sessões estão abertas até quinta-feira, dia 29 de outubro. A Rota do Românico reúne, atualmente, 58 monumentos, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega (Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende), no Norte de Portugal. As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.