Janeiro 20, 2022

A autarquia de Castelo de Paiva lançou concurso para requalificação do Cavalete do Fôjo

A Câmara Municipal de Castelo de Paiva vai avançar para a obra de requalificação do Cavalete do Fôjo. Esta é uma estrutura mineira desativada em 1968, localizada em Folgoso, na União de Freguesias do Couto Mineiro do Pejão, e foi inaugurado em Outubro de 1952 para dar melhor resposta à atividade da exploração do carvão nesta zona do território municipal. A autarquia paivense vai avançar com a requalificação com financiamento assegurado e candidatura aprovada ao Plano de Desenvolvimento Rural. Foram lançados dois concursos, que se revelaram inconsequentes,  sendo que, na última reunião do Executivo Municipal liderado por José Rocha, foi deliberado a abertura de novo concurso público para esta obra de requalificação, pelo preço base de 296.873,97€, reforçando-se em cerca de 100.000€ face ao valor apresentado no último concurso.   A Câmara Municipal de Castelo de Paiva tem planos para a zona mineira, sendo que pretende recuperar o edificado que se encontra degradado devido ao vandalismo e falta de manutenção do edificado,  numa intervenção que, segundo a autarquia paivense, insere-se numa estratégia de “valorização do legado do Couto Mineiro do Pejão”, que foi encerrado em Dezembro de 1994. O objetivo da requalificação do Cavalete do Fôjo passa por recuperar o edificado sem retirar as características daquilo que era a exploração mineira, dotando o espaço mineiro de condições de segurança e de salubridade e, a partir daí, desenvolver uma estrutura que terá que envolver a comunidade local, preservar a importância histórica, cultural e paisagística deste local, em conjunto com a União de Freguesia de Raiva, Pedorido e Paraíso. O prazo de execução da empreitada será de 365 dias e terá início com a assinatura do auto de consignação.

Realizou-se uma sessão de esclarecimento relativamente ao projeto de valorização do rio Ovil

A Câmara Municipal de Baião realizou uma sessão de esclarecimento sobre o projeto de reabilitação e valorização do rio Ovil no passado dia 17 de janeiro, no edifício da junta de Freguesia de Ancede. A obra arrancou esta quinta-feira, estendendo-se esta primeira fase entre a Ponte Nova (Ancede) e a foz do Ovil (Ribadouro), e foi adjudicada pelo valor de 157 mil euros, financiados pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Câmara Municipal de Baião. Na sessão estiveram presentes os vereadores da Câmara Municipal de Baião, José Lima e Henrique Ribeiro, o presidente da União de Freguesias de Ancede e Ribadouro, Daniel Guedes e o autor do projeto e conhecido especialista Pedro Teiga. Na reunião foram debatidos assuntos relacionados com a criação de um percurso pedonal ao longo do rio Ovil, contemplando a beneficiação de caminhos existentes entre a Ponte Nova e a foz do rio e prevendo-se a criação de passadiços onde se justifique. Pretende-se criar um “corredor ecológico” que seja um local de fruição da natureza, de sensibilização e educação ambiental, ao longo de um percurso que segundo a autarquia baionense “possui uma grande riqueza ao nível de espécies autóctones em termos de fauna e de flora.” A autarquia refere que a obra vai obedecer, a uma abordagem de desenvolvimento sustentável, recorrendo a técnicas de engenharia natural. Tanto os técnicos municipais como a empresa de construção já receberam formação especializada no sentido de poderem acompanhar as características próprias desta obra que visa ter um reduzido impacto ambiental. O vereador dos assuntos económicos da Câmara Municipal de Baião, José Lima, referiu que “Este projeto vai valorizar ainda mais o nosso território. Esta nova estrutura irá converter-se num lugar de lazer e contribuirá para a sensibilização e educação ambiental dos utilizadores”. Relativamente ao autarca de freguesia Daniel Guedes, este mostrou-se satisfeito com o arranque das obras “É um desejo e uma pretensão da freguesia com vários anos. O percurso que irá ser beneficiado possui uma grande riqueza ao nível das espécies autóctones em termos de fauna e flora. Agora é necessário criar dinâmicas para trazer turistas e alunos para visitarem este local”. O autor do projeto Pedro Teiga, destacou os aspetos técnicos e explicou que “a obra prevê a realização de trabalhos de consolidação das margens, corte e limpeza da vegetação, contenção de vegetação exótica e invasora e remoção de entulhos. Serão beneficiados caminhos existentes, através da aplicação de pavimentos resistentes, prevendo-se também a instalação de mobiliário urbano em madeira e a construção de valetas para o encaminhamento de águas nos locais onde se verifique essa necessidade. No fundo será feita a reabilitação e valorização do rio, numa estratégia de desenvolvimento sustentável e recorrendo a técnicas de engenharia natural”. A primeira fase da criação do percurso pedonal ao longo do rio Ovil tem a extensão aproximada de 2 quilómetros e meio entre a Ponte Nova (Ancede) e a foz do Ovil (Ribadouro). No futuro este percurso irá ter mais fases, encontrando-se já em preparação de candidatura a financiamento a extensão entre Outoreça (Ovil) e Várzea (Campelo).