Maio 23, 2022

Baião está nomeado para prémio de Destino Revelação do Ano

O concelho de Baião está nomeado para os prémios Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) na categoria “Destino Revelação do Ano”. O concelho do Tâmega e Sousa está a concorrer com outros 4 concelhos portugueses (Arouca, Coimbra, Évora e Ilha das Flores), que se destacaram na promoção patrimonial e turística em 2021. Os Prémios da AHRESP distinguem anualmente os Melhores do Ano nos setores da Restauração, Alojamento e Promoção Turística, em Portugal. Segundo a autarquia baionense, o concelho vê  “reconhecida a sua estratégia de promoção, bem como a evolução sentida nos últimos anos ao nível da atração de visitantes e turistas, com impacto positivo na dinamização económica e social local.” O Presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, mostrou-se “satisfeito por este reconhecimento, que mostra mais uma vez que o trabalho de promoção de Baião pela positiva está a dar frutos. O Turismo é um setor que tem crescido exponencialmente no nosso concelho e tenho a certeza irá crescer ainda mais, pois temos potencialidades extraordinárias não só ao nível do património, da gastronomia e das paisagens, mas também no que concerne à oferta hoteleira. É gratificante ter este reconhecimento e só o facto de estarmos nomeados já nos dá projeção e reconhecimento, mas era bom ganharmos, por isso, quem puder vote em Baião no site deste Prémio.” É possível a qualquer pessoa votar em Baião, até ao dia 30 de maio, no seguinte link: https://www.premiosahresp.com.pt/#VotingForm As categorias definidas para a Edição deste ano são: Conceito Inovador, Revelação Gastronómica, Produto do Ano, Serviço do Ano, Projeto de Solidariedade, Sustentabilidade Ambiental, Projeto Media, Novo Talento, Destino Revelação do Ano, Entidade Formadora, Estabelecimento com História e Evento do Ano. A Cerimónia de Entrega de Prémios realiza-se no Pátio da Galé, em Lisboa, no dia 1 de julho.

A Biblioteca Municipal de Penafiel foi palco da apresentação de um livro sobre o escritor Joaquim Araújo

No passado dia 20 de maio foi apresentado na Biblioteca Municipal de Penafiel o livro “Correspondência entre Joaquim de Araújo e os irmãos Ernesto e José do Canto: sobre historiografia açoriana e bibliografia camoniana”, da autoria do penafidelense Virgílio Vieira, investigador do Centro de Biologia, Evolução e Alterações Climáticas da Universidade dos Açores, e apresentado por Maria Amélia Maia, professora de português e doutoranda na FLUC, precisamente com uma tese sobre Joaquim de Araújo. O evento contou ainda com a colaboração musical da Academia de Música de Castelo de Paiva, através dos alunos Gabriel Francisco ao piano e Gonçalo Lopes na guitarra. O livro “Correspondência entre Joaquim de Araújo e os irmãos Ernesto e José do Canto” retrata dados importantes da vida e obra de Joaquim Araújo. Este teve um relacionamento privilegiado com diversas personalidades açorianas de renome, como Antero de Quental, Teófilo Braga ou Alice Moderno. A obra mostra a correspondência de Joaquim de Araújo com os irmãos José e Ernesto do Canto, personalidades de grande destaque na cultura do séc. XIX e na fundação da moderna historiografia açoriana, trazendo novos e importantes elementos que permitem uma visão mais clara e precisa da dinâmica cultural e literária dos finais do século XIX em Portugal. Segundo a autarquia penafidelense, trata-se de uma “obra fundamental para os estudos camonianos e estudos literários da época, reúne documentação, alguma da qual inédita, pertencente aos fundos da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, da Biblioteca, Arquivo e Museu da Universidade dos Açores, e ainda da Biblioteca Nazionale Marciana de Veneza.” Joaquim de Araújo, figura de relevo nacional no panorama cultural Oitocentista, nasceu em Penafiel em 1858, no n.º 42 da atual Praça Municipal, e mudou-se para o Porto em 1870. Seu pai, o advogado António Joaquim de Araújo, foi o fundador, com Germano Vieira de Meireles e Rodrigo Teles de Menezes, de um dos mais conceituados jornais penafidelenses, “O Século XIX”, entre outros, e era amigo de personalidades de vulto, como Antero de Quental, com quem Joaquim de Araújo privou desde criança. Com apenas 15 anos, Joaquim de Araújo fundou o seu próprio jornal, “A Harpa”, para o qual conseguiu a colaboração de artigos de Cândido de Figueiredo, Simão Rodrigues Ferreira, Antero de Quental ou Teófilo Braga, entre muitos outros. Segue-se em 1878 a sua segunda publicação, “A Renascença”, com congrega colaboradores como João de Deus, Alexandre Herculano, João Penha, Oliveira Martins ou Guerra Junqueiro. Joaquim de Araújo apresentou mais obras, para além da sua poesia, tendo o seu primeiro livro de versos, intitulado “A Lira Íntima”, recebido rasgados elogios por parte de Cândido de Figueiredo. Joaquim de Araújo frequenta em Lisboa o Curso Superior de Letras, tendo sido aluno de Teófilo Braga, e em 1895 vai para Génova como Cônsul de Portugal, cargo que desempenharia até 1913. É neste período, e no âmbito das suas relações diplomáticas e pessoais no círculo cultural nacional e internacional, que procura desenvolver e promover a cultura portuguesa além-fronteiras, dando a conhecer nomes como Camões, Eça de Queirós, Antero de Quental, Almeida Garrett, Júlio Dinis, entre outros, que ficaram conhecidos na Europa e foram traduzidos em diversas línguas. Joaquim de Araújo regressa a Portugal a 30 de abril de 1917, já muito debilitado, e vem a falecer a 11 de maio, em Sintra. No seu testamento manifesta o desejo de ser enterrado em Penafiel e que as suas obras literárias sejam doadas à Academia Real das Ciências, o que não se concretizou, encontrando-se até hoje grande parte do seu espólio na Biblioteca Nazionale Marciana, em Veneza.

Cinfães- Abertas candidaturas para recrutamento de Juízes Sociais

Já teve início o processo de recrutamento de Juízes Sociais, para o exercício de funções junto do Tribunal Judicial da Comarca de Cinfães – Juízo de Competência Genérica de Cinfães, depois da deliberação do executivo municipal, que reuniu no passado dia 19 de maio. Poderão ser nomeados juízes sociais os cidadãos portugueses de reconhecida idoneidade que satisfaçam as seguintes condições: ter mais de 25 e menos de 65 anos de idade; saber ler e escrever português; estar no pleno gozo dos direitos civis e políticos; não estar pronunciado nem ter sofrido condenação por crime doloso; residir na área do concelho de Cinfães. As candidaturas devem ser entregues até ao próximo dia 31 de maio de 2022, através do endereço de correio eletrónico apoio.presidente@cm-cinfaes.pt ou presencialmente, no Serviço de Expediente, durante o respetivo horário de funcionamento, e efetuadas através de formulário próprio disponível no site cm-cinfães.pt.