O Conselho de Ministros reuniu novamente para anunciar esta quinta-feira novas medidas para controlar o aumento de casos de COVID-19 em Portugal.
O primeiro-ministro, António Costa, começou por relembrar, em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, que “Portugal é o país da Europa com a maior taxa de vacinação, largamente superior à generalidade dos países europeus”, destacando também “o menor número de internamentos, internamentos em unidades de cuidados intensivos e óbitos”.
“O Conselho de Ministros aprovou elevar o nível de alerta para o nível de calamidade a partir do próximo dia 01 de dezembro de forma a que estejamos habilitados com o quadro legal necessário para podermos adotar as medidas adequadas e proporcionais ao risco”, referiu o primeiro-ministro português.
A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Proteção Civil, depois da situação de alerta e de contingência.
As novas medidas passam por:
- Utilização de máscara passa a ser obrigatória em espaços fechados e todos os recintos não excecionados pela DGS.
- Volta a ser obrigatório apresentar certificado digital para entrar em: Restaurantes; Estabelecimentos turísticos e alojamento local; Eventos com lugares marcados; Ginásios.
- É obrigatório — mesmo para que esteja vacinado — apresentar teste negativo para: Visitar lares; Visitar pacientes internados em estabelecimentos de saúde; Frequentar grandes eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e recintos desportivos; Para entrada em discotecas e bares.
- Testes negativos obrigatórios para todos os voos que cheguem a Portugal
- Semana de contenção de contactos:
- O teletrabalho vai ser obrigatório nesta semana;
- O recomeço das aulas ocorre apenas a 10 de janeiro (para compensar o atraso da retoma do ano letivo, os alunos vão gozar de menos dois dias de férias no Carnaval e menos três na Páscoa);
- As discotecas vão estar encerradas neste período.
Portugal registou hoje mais 3.150 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e 15 mortes associadas à covid-19, além de um novo aumento do número de internados em enfermaria, segundo dados oficiais.




