Linha do Douro

Circulação ferroviária retomada na Linha do Douro a partir do dia 2 de abril

A Infraestruturas de Portugal (IP) informou que a circulação ferroviária e o serviço de passageiros no troço da Linha do Douro entre Marco de Canaveses e Peso da Régua vão ser retomados a partir do próximo dia 2 de abril. Segundo a empresa, a reabertura ocorre conforme o previsto no programa de trabalhos anunciado em novembro do ano passado. A suspensão temporária do serviço ferroviário permitiu a realização de intervenções, onde se incluiu trabalhos de reforço estrutural, bem como o rebaixamento da plataforma ferroviária em seis túneis.

Contrato da empreitada de Eletrificação da Linha do Douro entre o Marco e a Régua foi publicado num valor de 110 milhões de euros

Foi publicado, no passado dia 13 de janeiro, o contrato da empreitada de Eletrificação da Linha do Douro entre o Marco e a Régua, no portal da contratação pública. Trata-se de um investimento de 110 milhões de euros, com um prazo de execução de 1095 dias, sendo adjudicada pela Infraestruturas de Portugal (IP) a um consórcio de empresas, conforme estipulado no contrato assinado em novembro de 2024. A empreitada abrange um troço de 47 quilómetros, dos quais 21 pertencem ao concelho de Baião. Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal, acolheu a notícia “com muita satisfação. Inaugurámos, recentemente, a qualificação da EN 304-3, e arrancarão, por estes dias, a primeira fase da ligação de Baião à Ponte da Ermida, bem como a ligação entre Quintã e Mesquinhata. A Eletrificação da Linha do Douro até à Régua era a obra que estava a faltar, representando um marco importante para Baião e para a região”, referiu. “Não sendo da nossa competência direta, todos sabem das muitas diligências e da pressão que fizemos junto de vários governantes e outras entidades para que estas obras se concretizassem. Houve muita gente que não acreditava que fosse possível e que era apenas propaganda. Mas nós nuncadesistimos”, afirmou. O autarca considera que a eletrificação da linha é “fundamental para melhorar a mobilidade, o conforto, a segurança e a qualidade de vida das populações, bem como para reforçar a atratividade e o desenvolvimento económico de Baião”. O edil destaca ainda a relevância da intervenção no contexto do turismo sustentável. Segundo estudos encomendados pela IP, o número de passageiros/utilizadores da Linha do Douro poderá crescer 104% até 2051. Neste cenário, o presidente da autarquia sublinha os “grandes desafios e oportunidades que serão decisivos para o território”. Linha de tempo: O concurso público para a eletrificação da Linha do Douro foi lançado em junho de 2023, com um orçamento inicial de 118 milhões de euros. Após várias prorrogações nos prazos de submissão de propostas, a obra foi adjudicada. Atualmente, a eletrificação da linha encontra-se concluída até Marco de Canaveses.Em setembro de 2023, o então secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, anunciou que os trabalhos no troço Marco de Canaveses–Régua deveriam iniciar-se em 2024, apontando-se a sua conclusão para 2027. Detalhes da Intervenção: Entre as principais intervenções previstas destacam-se:– Eletrificação completa e instalação do sistema de retorno de corrente de tração, terras e proteções (RCT+TP);– Modernização de estações e apeadeiros, incluindo substituição de materiais de via e alterações nos layouts das linhas;-Reabilitação de infraestruturas, como túneis e taludes. Especificações adicionais:-Estações e apeadeiros serão equipados com cais de passageiros de 150 metros de comprimento e 0,76 metros de altura;-A Estação da Régua terá um cais de 200 metros, preparado para o serviço Intercidades;– Intervenções previstas em seis túneis (Juncal, Riboura, Loureiro, Má Passada, Santinho e Régua) e estabilização de 40 taludes. Foto: Município de Baião

(C/áudio) Marco:  Reabilitação da Envolvente da Estação de Caminhos de Ferro pretende atrair mais cidadãos para o uso diário da rede de transportes públicos

Inserida no plano de investimentos para a zona da Estação e Rio de Galinhas, delimitada como Área de Reabilitação Urbana (ARU), o Município do Marco de Canaveses inaugurou hoje, a Reabilitação da Envolvente da Estação de Caminhos de Ferro- Marco de Canaveses. Os trabalhos incidiram na criação de um parque de estacionamento, de um edifício de ligação entre a estação e o parque de estacionamento para peões, reabilitação da Praça da Estação, assim como o reperfilamento e normalização da Rua dos Arcos e adequação de pavimentos pedonais e estacionamento do lado nascente da Rua José António Reimão Nogueira. A cerimónia de inauguração contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel, que referiu que estas obras vêm acrescentar valor ao território. O preço dos passes, que baixou no último ano, foi essencial para o aumento do número de utilizadores, como refere Carlos Miguel. No seu discurso, o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território deu nota das boas contas do município marcuense. Declarações de Carlos Miguel, Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, aquando a inauguração da Reabilitação da Envolvente da Estação de Caminhos de Ferro- Marco de Canaveses. Trata-se de um investimento importante para os utilizadores, que não são apenas do Marco de Canaveses mas de concelhos vizinhos, como Amarante e Baião, como dá nota, Cristina Vieira, edil marcuense. O Orçamento de Estado para 2024 contempla um aumento significativo, nos apoios às autarquias, o que deixou naturalmente satisfeita, a presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses. Declarações de Cristina Vieira, edil marcuense, aquando a inauguração da Reabilitação da Envolvente da Estação de Caminhos de Ferro- Marco de Canaveses. Num futuro próximo, também as estações da Livração e do Juncal irão receber investimentos, frisou a autarca.

Edil baionense, Paulo Pereira mostra-se satisfeito com o lançamento do concurso da Eletrificação da Linha do Douro até à Rágua

Num preço base de 118 milhões de euros, foi lançado a concurso, o projeto de eletrificação da linha ferroviária entre o Marco de Canaveses e Peso da Régua, numa extensão de 47 quilómetros – cerca de 21 no concelho de Baião. Para o edil baionense, Paulo Pereira trata-se de uma empreitada “estrutural e fundamental para a melhoria da mobilidade, conforto, segurança e qualidade de vida para as nossas populações, assim como para a atratividade e desenvolvimento económico de Baião”, sublinhou o Presidente da Câmara, Paulo Pereira. Em comunicado, o autarca regista “com muito agrado” o avanço deste compromisso assumido pelo governo, lembrando a reunião de trabalho realizada em dezembro de 2022, nos Paços do Concelho de Baião, com a presença de dirigentes técnicos da Infraestruturas de Portugal e da empresa projetista, em que o projeto esteve em análise. Também no que respeita à mobilidade do território, sublinhou o arranque, para breve, da obra de requalificação da EN 304-3, entre Teixeira e Teixeiró, Gestaçô e Santa Marinha do Zêzere, já adjudicada, mostrando-se otimista quanto à concretização de outros “eixos rodoviários fundamentais para o território”, com os quais o governo se comprometeu, nomeadamente a ligação de Baião à Ponte da Ermida e a variante à EN 211, entre Quintã (Marco de Canaveses) e Mesquinhata. Compromissos estes que o edil baionense fez questão de não deixar esquecer, em reunião que solicitou, realizada em Lisboa, no dia 30 de janeiro último, com o Secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, que acabava de ser empossado no cargo, pode ler-se no mesmo comunicado. O edil reforça ainda a importância desta obra para o território “é de grande importância para Baião e para a sustentabilidade turística da região, atendendo a que estudos encomendados pela Infraestruturas de Portugal apontam para um crescimento de 104% do número de passageiros/utilizadores da linha do Douro até 2051”, frisando que, em face destes números, avizinham-se grandes desafios que serão decisivos para Baião e para a região”. O presidente da IP, Miguel Cruz, explicou que “a eletrificação do troço Marco – Régua irá potenciar fortemente a melhoria das ligações aos diversos núcleos urbanos, serviços e indústria localizados ao longo deste eixo ferroviário, assegurando o reforço da coesão social e territorial aliado à promoção da sustentabilidade do sistema de transportes”.A IP especificou que a intervenção prevê a eletrificação integral do troço, a instalação do sistema de retorno de corrente de tração, terras e proteções (RCT+TP) e a execução de trabalhos acessórios para garantir as condições de eletrificação, nomeadamente a adequação/modernização dos ‘layouts’ (disposição das linhas) das estações, com substituição de material de via.Inclui também o alteamento ou relocalização das plataformas de passageiros das estações e apeadeiros, o rebaixamento da plataforma dos túneis e a reabilitação/reforço pontual das estruturas e do revestimento e tratamento e reformulação do sistema de drenagem, bem como criação de lugares de estacionamento. Estão ainda previstas intervenções em seis túneis existentes no troço – Juncal, Riboura, Loureiro, Má Passada, Santinho e Régua, e trabalhos de estabilização de um total de 40 taludes existentes ao longo do troço. O concurso público vai decorrer por um período de 90 dias, estando agora em fase de entrega de propostas.

Eletrificação do troço ferroviário Marco de Canaveses – Régua irá a concurso público no valor de 118 milhões de euros

O Ministro das Infraestruturas, João Galamba e o Secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco reuniram na manhã do dia 29 de maio com a Comissão da Linha do Douro da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIMDOURO). Segundo a CIMDOURO, os representantes do governo assumiram o lançamento do concurso público referente ao troço Marco de Canaveses – Régua, na primeira semana de junho, no valor de 118 milhões de euros. De momento, a eletrificação da Linha Ferroviária do Douro encontra-se concluída até ao Marco de Canaveses. No encontro entre o ministro e a Comissão da Linha do Douro, da CIM, abordou-se ainda a intervenção no troço Régua – Pocinho, que “terá três procedimentos distintos”. Na primeira semana de junho serão lançados dois procedimentos, o primeiro referente ao projeto de execução das Cantenárias, da responsabilidade da IP, e com a despesa já autorizada, e o segundo é referente ao projeto de execução que contempla a substituição das pontes, com um valor estimado na ordem dos 2.5 milhões de euros. Segundo a CIM, “o terceiro procedimento, contempla o projeto geral e será lançado em julho de 2023, no valor de 1,5 milhões de euros.” A CIMDOURO afirma que “A eletrificação da linha do Douro e a modernização do troço Peso da Régua-Pocinho são fundamentais para o reforço da mobilidade, das condições de circulação na linha, correspondendo, simultaneamente, a um serviço de qualidade, associado ao Douro, enquanto Região Demarcada e Património Mundial da Humanidade, uma realidade que se quer ver afirmada e reconhecida em Portugal e no Mundo.”