PAISACTIVO

Baião: Aldeia de Almofrela recebeu visita académica no âmbito do projeto PAISACTIVO

Um grupo de estudantes do curso de Geografia e Planeamento da Universidade do Minho visitou a aldeia de Almofrela, no concelho de Baião, no âmbito do projeto transfronteiriço PAISACTIVO. De acordo com a autarquia local, esta visita teve como principal objetivo aproximar os alunos da realidade dos territórios rurais, através do contacto direto com temas relacionados com o ordenamento do território, a gestão da paisagem e o desenvolvimento sustentável. Durante a iniciativa, os estudantes analisaram a evolução da ocupação humana, os usos do solo, bem como as dinâmicas socioeconómicas locais, com técnicas de observação direta, registo fotográfico e análise cartográfica.

PAISACTIVO: Município de Baião participou em encontro técnico em Espanha

No âmbito do projeto PAISACTIVO, que desenvolve dois projetos-piloto, um deles na aldeia de Almofrela, em Baião, e outro na aldeia galega de Infesta, técnicos da autarquia baionense participaram, num encontro técnico, realizado em Riós, Espanha, O encontro, sob o mote “queremos terras produtivas, não abandonadas”, teve como destaque principal, a explicação e discussão da Lei 11/2021 – ““Recuperação de Terras Agrícolas da Galiza e do Programa de Transformação da Paisagem em Portugal, e suas ferramentas””. Riós é um município raiano, localizado na província de Ourense, na comunidade autónoma da Galiza, com uma área 114,44 km² e uma população de cerca de 1500 habitantes, o que implica uma densidade populacional baixa num território maioritariamente agrário e florestal. “Através da promoção da aplicação de práticas agrícolas que contribuam para a manutenção dos ecossistemas e aumentem a capacidade de adaptação às alterações climáticas e da promoção de uma gestão florestal sustentável e ativa, de modo a combater a degradação e o abandono, questões transversais presentes nos objetivos fundamentais do Pacto Ecológico Europeu, esta lei visa recuperar as terras agrícolas em estado de abandono na Galiza, para utilização agrícola, pecuária e florestal, através de um conjunto de apoios que procuram estimular os proprietários à utilização dos terrenos“ Por outro lado, são propostos novos mecanismos para a recuperação de terras agrícolas, como polígonos agroflorestais, aldeias modelo e ações de gestão conjunta. Estas figuras permitem a recuperação de terrenos agrícolas em situação de abandono ou subutilização, seja através do arrendamento voluntário, por preços e condições acordados entre as partes ou, eventualmente, troca ou venda em casos particulares, sempre feito com a mediação e apoio técnico das entidades públicas. O programa incluiu uma visita à aldeia modelo de Pedrosa e ao polígono agroflorestal de San Pedro de Pousada, ambos pertencentes ao concelho de Riós. Na aldeia modelo, “foram recuperados 52 hectares de terrenos produtivos que se encontravam em estado de abandono e que são utilizados maioritariamente para a produção de cereais e para a criação de gado bovino autóctone, resultado do agrupamento de 922 lotes de 164 proprietários que os incorporaram no “Banco de Terras da Galiza”, por um período mínimo de dez anos, com a particularidade de serem geridos pelos próprios moradores que se uniram para desenvolver este projeto através de uma gestão conjunta”, refere a autarquia baionense. Foro: Município de Baião.

CIM do Tâmega e Sousa participa na primeira visita de estudo do projeto europeu PAISACTIVO que decorreu em Espanha

Decorreu no passado dia 15 de março, na província de Álava, País Basco, Espanha, organizada pela Universidade de Santiago de Compostela, a primeira visita de estudo realizada no âmbito do PAISACTIVO – Paisagens corta-fogos: ativação do espaço rural para um território resiliente, um projeto europeu na área da gestão sustentável do território e redução do risco de incêndios, no qual vai participar a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa. O projeto PAISACTIVO – Paisagens corta-fogos: ativação do espaço rural para um territórioresiliente, representa um investimento superior a 1,5 milhões de euros, cofinanciado pelo POCTEC – Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça entre Espanha e Portugal, com o intuito de aumentar a “resiliência do território face ao risco de incêndio, valorizando e melhorando a gestão sustentável das terras agroflorestais, bem como proteger e dinamizar os aglomerados rurais e promover a sua sustentabilidade”. Uma das ações, será a criação de dois projeto-piloto em aldeias, nomeadamente em Almofrela, no concelho de Baião, e a aldeia galega de Infesta, no concelho de Monterrei. Após o lançamento seguiu-se uma reunião de parceiros, na qual foi apresentado o plano de trabalhosa implementar durante os próximos três anos – até outubro de 2026 –, com o objetivo de promovera gestão sustentável do território e redução dos riscos de incêndios, uma das áreas de intervenção daCIM do Tâmega e Sousa. A representar a CIM do Tâmega e Sousa esteve o Primeiro-Secretário do Secretariado Executivo Intermunicipal, Telmo Pinto, e a Chefe da Equipa Multidisciplinar de Políticas Públicas Intermunicipais, Ester Moreira da Silva. Sobre o programa: “O programa da visita incluiu dois projetos de referência implementados por entidades públicas eprivadas daquela província espanhola ao nível de gestão ativa do espaço rural: o Kuartango Lab e oValle Salado de Añana [Vale Salgado de Añana].Instalado num antigo balneário termal, o Kuartango Lab é, desde 2021, um centro de inovação eempreendedorismo. O projeto é o resultado da reabilitação e adaptação de um edifício termal com5000 m 2 numa incubadora de empresas, espaço de coworking e de reuniões, salas polivalentes ecoliving, entre outros serviços.O Valle Salado de Añana é um dos mais importantes complexos culturais, arquitetónicos, ambientais,paisagísticos e arqueológicos do mundo. Aqui está instalada uma das fábricas de sal mais antigas domundo, onde se extrai sal há sete mil anos, numa superfície de mais de 111 mil m 2 . A revitalização daexploração salícola começou no final dos anos 90 do século passado com a criação da FundaciónValle Salado, que transformou este espaço num motor de dinamização económica do território. Apar da produção de sal, considerado por especialistas internacionais como um dos melhores sais domundo e que tem como embaixadores alguns chefs estrela Michelin espanhóis, a fundação apostouna recuperação de todo o ecossistema para fins culturais e turísticos, oferecendo visitas, experiênciase spa aos visitantes, bem como projetos educativos e de investigação.Além de casos de sucesso no tecido económico e social da província de Álava, estes dois exemplosrevestem-se de interesse para outras regiões do Norte de Portugal e da Galiza, nomeadamente paraa região do Douro, Tâmega e Sousa, pelo seu potencial de replicabilidade no nosso território.A próxima visita de estudo do projeto está agendada para o próximo mês abril, ao município deOstana, situado na província italiana do Piemonte“. Foto: CIM do Tâmega e Sousa