Junho 23, 2022

A AMBT passará a chamar-se “Associação de Municípios do Douro e Tâmega”

Foi aprovada, no dia de hoje, em Assembleia Intermunicipal, a mudança de nome da Associação de Municípios do Baixo Tâmega para Associação de Municípios do Douro e Tâmega. Segundo a associação, “a nova designação identifica de forma mais fiel a abrangência territorial desta associação de municípios, que engloba os concelhos de Amarante, Baião, Celorico de Basto, Marco de Canaveses e Resende.” Esta mudança de designação é acompanhada por uma alteração da identidade visual da organização que se pretende que passe a refletir “os rios, as serras, as tradições, a natureza, o património e também o vinho – produto endógeno de excelência de todos os municípios que compõem esta associação de municípios. O novo logótipo, posto de maneira simplista, é uma onda de montanhas que identifica em si a ondulação dos rios e reflete com clareza a orografia do território que abrange os cinco municípios associados.” “Estas alterações pretendem traduzir de forma mais fiel à missão e valores desta associação, bem como a sua geografia, que é hoje distinta e mais abrangente daquela que era na sua fundação no ano 2000. A marca de um território – neste caso de uma associação de municípios -, é uma ferramenta de promoção para criar uma imagem única e distinta, capaz de posicionar e comunicar os atributos e potencialidades dos nossos concelhos, e de funcionar como fator de união. É isso que procuramos com as alterações propostas e hoje aprovadas”, explica Cristina Vieira, Presidente do Conselho Diretivo. Atualmente a Associação de Município do Douro e Tâmega tem uma área de abrangência de 982,22 km2 e 160 mil habitantes.

Penafiel promove o xadrez no meio escolar com um torneio a nível concelhio

A Escola Básica de Paço de Sousa em Penafiel acolheu o primeiro torneio de xadrez interescolar a nível concelhio, no âmbito da atividade “O Xadrez vai à Escola”, inserida no Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar (PIICIE) do Município de Penafiel. A iniciativa, que teve lugar no passado dia 14 de junho e foi dinamizada pela Federação Portuguesa de Xadrez em parceira com a autarquia.  Participaram 59 estudantes, alunos da Escola Básica Penafiel Sul, Escola Secundária Joaquim de Araújo, Escola Básica e Secundária de Pinheiro e da Escola Básica de Paço de Sousa. No final do torneio, os 10 melhores classificados receberam uma taça ou medalha conforme a classificação, sendo que todos os participantes receberam um diploma de participação e as 4 equipas foram galardoadas com uma taça. Para Rodrigo Lopes, Vereador com o Pelouro da Educação da Câmara de Penafiel, “Promover o xadrez junto dos nossos alunos tem sido uma aposta ganha. É um jogo que, de entre muitas vantagens, desenvolve a capacidade de memória, concentração, atenção e tomada de decisão das crianças. Infelizmente, a pandemia atrasou um pouco a implementação e dinamização do PIICIE nas escolas, mas o retorno tem sido já muito positivo e a comunidade escolar demonstra cada vez mais interesse em praticar o xadrez. Sem dúvida que vamos continuar a criar todas as condições para que medidas inovadoras como esta deem frutos no combate ao insucesso escolar e elevem a qualidade da educação em Penafiel.” Ainda no âmbito desta atividade, o Município aprovou, em reunião de câmara, um voto de louvor ao jovem Francisco Marques, pelo mérito revelado ao sagrar-se o grande vencedor do I Torneio de Xadrez das Escolas de Penafiel. Outro voto de louvor ao Agrupamento de Escolas do Pinheiro vai ser proposto por terem-se sagrado campeões no Escalão Infantis B na fase final da modalidade de xadrez no Desporto Escolar, realizado em Felgueiras.  

O Seminário da Unidas debateu em Castelo de Paiva as formas de intervenção no quadro da violência doméstica

Realizou-se ontem, dia 22 de junho, no Auditório Municipal de Castelo de Paiva, o I Seminário da Unidas – Rede Intermunicipal de Apoio à Vítima do Douro, Tâmega e Sousa, uma rede constituída por 11 estruturas de atendimento a vítimas de violência doméstica coordenada pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa). O Seminário foi subordinado ao tema “Vítimas e agressores: as duas faces da mesma moeda”, e em debate esteve a intervenção no quadro da violência doméstica de uma forma holística, analisando as duas perspetivas do fenómeno – vítima e agressor. A Secretária de Estado da Igualdade e Migrações, Isabel Almeida Rodrigues, que presidiu à sessão de abertura do seminário, destacou a necessidade de ainda ser necessário haver este tipo de debates, “porque estamos a falar de transformações que têm de ocorrer ao nível das mentalidades e das representações sociais e que, pela sua natureza, são transformações muito difíceis de implementar”. A governante também sublinhou a importância da existência de estruturas como a Unidas, referindo que, “quanto mais reforçamos a rede de respostas e de apoio às vítimas, mais confiança e segurança as vítimas sentem para procurar ajuda, para denunciarem as situações”. Para a Secretária de Estado este trabalho de reflexão que é feito a partir do trabalho que já decorreu no terreno é “a demonstração perfeita de que há um envolvimento de um conjunto enorme de atores” e de que “só unidas podemos pôs fim à violência doméstica”, frase com que terminou a sua intervenção e que é também o lema adotado pela Unidas. Durante o seminário foi apresentado o estudo de “Caracterização da violência doméstica no Douro, Tâmega e Sousa: compreender para intervir”, desenvolvido pela CIM do Tâmega e Sousa. Este é um instrumento que pretende conhecer a realidade do fenómeno na região e, consequentemente, para a adoção de estratégias de prevenção e intervenção adequadas. Este estudo demostrou que a maioria das vítimas da região (91%) é do sexo feminino e tem uma idade média de 44,25 anos, sendo que 41% são casadas e 37% encontram-se numa situação de desemprego. Na maior parte das situações (72%), a vítima e o(a) agressor(a) têm uma relação de conjugalidade ou análoga, sendo o agressor maioritariamente do sexo masculino (90%), com uma idade média de 46,41 anos. Quase metade dos(as) agressores da região (47%) possui algum tipo de dependências (álcool e /ou outros estupefacientes). Os episódios de violência reportados ocorrem maioritariamente (67%) na residência comum da vítima e do(a) agressor(a), estando a violência psicológica presente na maioria dos casos (95%). Importa reter que em mais de metade (55%) dos agregados familiares das vítimas de violência doméstica da região existe, pelo menos, um menor de idade. Nos anos 2020 e 2021 foram 41 as vítimas crianças e jovens acompanhadas pela rede Unidas. Em 2021 foram iniciados 357 novos processos de acompanhamento a vítimas de violência e, no 1.º trimestre de 2022, existem já 113 novos processos de acompanhamento. Comparativamente ao ano de 2021, onde foram acompanhadas, no total, 481 vítimas, no 1.º trimestre de 2022 já são 245 as vítimas em acompanhamento. Em 2021 e 2022 (1.º trimestre) a Unidas realizou, no total, 3806 atendimentos a vítimas de violência doméstica.  “Todos os municípios e algumas instituições já trabalhavam nestas temáticas, mas a Unidas é um bom exemplo de que um trabalho feito de forma concertada e articulada é muito mais profícuo, pois há um padronizar de abordagens, de metodologias e, sobretudo, uma maior eficiência nas respostas”, destacou o Presidente do Conselho Intermunicipal da CIM do Tâmega e Sousa, Pedro Machado, que reconheceu ainda que “este é um trabalho muito difícil, porque estamos a falar de alteração de mentalidades, mas acredito que, com este trabalho que está a ser feito, vamos conseguir”. No seminário estiveram ainda presentes José Rocha, Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, e Manuel Albano, Vice-Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), organismo da administração pública que tem como missão garantir a execução das políticas públicas no âmbito da cidadania e da promoção e defesa da igualdade de género. Tendo como foco uma reflexão alargada sobre as estratégias de prevenção aplicadas, bem como sobre o tipo de intervenção adotada e a eficácia da mesma na prevenção e mitigação do fenómeno da violência doméstica, o seminário reuniu mais de uma dezena de especialistas académicos e institucionais ligados à temática. A Unidas – Rede Intermunicipal de Apoio à Vítima do Douro, Tâmega e Sousa, coordenada pela CIM do Tâmega e Sousa, foi a primeira rede intermunicipal a ser constituída no nosso país. As 11 estruturas de atendimento, uma por cada município da região, que estão em funcionamento deste abril do ano passado, prestam um serviço especializado, confidencial e gratuito a vítimas de violência doméstica e a pessoas que procurem apoio neste âmbito, assegurando-lhes apoio social, psicológico e jurídico. Além deste apoio às vítimas, a Unidas faz ainda a articulação com as restantes estruturas e respostas da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, tendo em vista uma maior proximidade e eficácia da intervenção. O I Seminário da Unidas – Rede Intermunicipal de Apoio à Vítima do Douro, Tâmega e Sousa foi promovido pela CIM do Tâmega e Sousa, sendo cofinanciado pelo POISE – Programa Operacional Inclusão Social e Emprego, Portugal 2020 e União Europeia, através do FSE – Fundo Social Europeu.

O Plano de Transportes Escolares de Marco de Canaveses foi aprovado, sendo marcado por aumento de despesa devido aos preços dos combustíveis

A Câmara Municipal do Marco de Canaveses aprovou o Plano de Transportes Escolares (PTE) para o ano letivo 2022/2023. A autarquia marcuense prevê um investimento de cerca de 835 mil 587  euros, marcado por um aumento de despesa de 30% em relação ao ano letivo anterior com os circuitos especiais de transporte a contratar. Segundo a Câmara Municipal de Marco de Canaveses, este aumento deve-se “à conjuntura internacional, de onde se destacam o aumento do preço dos combustíveis”. O Plano de Transportes Escolares cobre 100% do transporte de alunos dos 2.º e 3.º Ciclos e em 50% do Ensino Secundário, sempre que a distância entre a residência e a escola seja superior a três quilómetros. Assegura ainda a comparticipação total dos Circuitos Especiais de Transporte decorrente do encerramento de escolas e o transporte de crianças com necessidades de saúde específicas, e é nestes circuitos que se reflete o aumento de 30%, passando a previsão de despesa de 157 mil euros (21/22) para cerca de 200 mil euros (22/23). Segundo a Vereadora com o Pelouro da Educação, Clara Marques, “É um aumento muito significativo que tivemos de ter em conta e que representa um esforço acrescido do Município para manter uma rede de transporte escolar que garanta a igualdade de oportunidades a todos os alunos e alunas marcuenses”. O Plano mantem também o apoio em 50% do valor do passe mensal ferroviário, que a autarquia justifica referindo que este poderá ter uma “maior procura por parte dos alunos desta resposta quando estudam fora do concelho”. O PTE foi elaborado em articulação com os Agrupamentos de Escolas, com as Escolas Profissionais e com as Juntas de Freguesia, e já tinha sido aprovado pelos membros do Conselho Municipal de Educação na reunião de 26 de maio. “A aprovação do PTE é a primeira diligência da Câmara Municipal na preparação do próximo ano letivo e acontece com relativa antecedência em relação ao prazo previsto (1 de agosto), o que demonstra o empenho e rigor com que todos os parceiros estão a planear o ano 2022/2023”, realça a Vereadora da Educação. Em relação ao ano letivo anterior, verifica-se uma diminuição de cerca de 220 títulos de transporte, prevendo-se que o PTE beneficie 2020 alunos.

O IX Sarau de Dança de Baião realiza-se no próximo dia 25 de junho

A Câmara Municipal de Baião, através do pelouro do Desporto e da Escola “Byondance” organiza, no próximo sábado, dia 25 de junho, no Pavilhão Multiusos de Baião, a partir das 21h30, o IX Sarau de Dança. Segundo a autarquia baionense, trata-se de  “oportunidade única para apreciar o trabalho desenvolvido na área da dança por diversas entidades” com a presença em palco de  crianças e jovens, mas, também, praticantes da dança de outras faixas etárias. Estarão presentes no evento a Byondance, a Academia Liliana Castro, o Clube de Patinagem da Casa do Povo de Soalhães, o Atelier de Dança Andrea Gaipo, a Biblioritmos, a Bibliodance, a Guimagym – Classe de Competição de Ginástica Rítmica, a Associação Vale do Zêzere e os utentes do Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia de Baião. A entrada, embora gratuita, tem carácter solidário a reverter para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

O Grupo Desportivo de Resende vai jogar no Campeonato de Portugal na temporada 2022/23

O Grupo Desportivo de Resende vai jogar no Campeonato de Portugal na próxima temporada. O anúncio foi realizado pelo clube através do Facebook, após uma semana de especulação, onde o Resende teve até de emitir um comunicado referindo que a decisão ainda não era oficial e aguardava informação da parte da Associação de Futebol de Viseu. Esta subida após o final da temporada, surge após o Ferreira de Aves não constar na lista de clubes licenciados para as competições da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mesmo após ter garantido a manutenção no Campeonato de Portugal durante a temporada. A razão para a não licenciação do Ferreira de Aves passa pela regra da FPF para a temporada de 2022/23, de que todos os clubes das competições nacionais, devem possuir certificação enquanto entidade formadora, no mínimo de três estrelas. A equipa de Sátão está apenas licenciado como Centro Básico de Formação de Futebol, o nível mínimo atribuído pela FPF às entidades formadoras. Como o clube pertence à AF Viseu, segundo o regulamento, em caso de descida este é substituído pelo segundo classificado da Divisão de Honra da AF Viseu, que na temporada transata foi o GD Resende, que possui a certificação de entidade formadora de três estrelas exigida pela FPF. A Associação de Futebol de Viseu revelou a lista de 20 clubes que irão atuar na Divisão de Honra na temporada de 2022/23, que conta já com a presença do Ferreira de Aves, contudo, com a confirmação da subida do Resende para o Campeonato de Portugal, espera-se a confirmação da subida de divisão do terceiro classificado da 1.ª Divisão Distrital, que no caso é a Associação Desportiva de Piães, o que elevaria a quantidade de equipas cinfanenses na competição para três, a par do Nespereira FC e CD Cinfães. Foto de Capa: GD Resende